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Blog Mulher&Saúde

POR QUE OUTUBRO É ROSA? DRA. BEATRIZ BOHRER DO AMARAL

O câncer de mama é o câncer mais comum entre as mulheres depois do câncer de pele não melanoma.

Sabemos que o diagnóstico precoce salva vidas, por isto, neste mês de outubro, a cor rosa nos lembra da importância do rastreamento do câncer de mama para todas as mulheres.

Outubro é o mês da conscientização sobre o câncer de mama.

Uma em cada oito mulheres desenvolverá câncer de mama durante a vida. O diagnóstico pode ser feito através do autoexame, do exame clínico e de exames de imagem, como mamografia, tomossíntese, ecografia e ressonância magnética. De todos estes, a mamografia é o único método de rastreamento com comprovada redução de mortalidade. Estudos mostram que ocorrem 30 a 40% menos mortes por câncer de mama nas mulheres que fazem mamografia do que naquelas que não realizam o exame. A tomossíntese, que é uma mamografia em três dimensões, é 40% mais eficaz para diagnosticar o câncer e tem um potencial ainda maior de redução de mortalidade.

A maioria dos fatores de risco para câncer de mama está relacionada a uma maior exposição ao estrogênio, portanto, mulheres que começaram a menstruar cedo, entraram na menopausa tarde e fazem tratamento hormonal tem um risco ligeiramente maior. Obesidade, especialmente depois da menopausa é um fator de risco importante, bem como a ingestão de álcool. Por outro lado, gravidez e amamentação podem oferecer alguma proteção. Cada um destes fatores tem apenas um mínimo impacto no risco para câncer de mama. Nenhum deles isoladamente fará com que a mulher seja de alto risco, mas a associação de vários deles pode ser significativa.

As características do tecido mamário também podem aumentar o risco para câncer. Mulheres com tecido mamário muito denso na mamografia tem maior chance de desenvolver um câncer do que aquelas com mamas adiposas. O tecido denso também pode esconder um câncer na mamografia. Estas mulheres irão se beneficiar ainda mais com a tomossíntese e a ecografia mamária é também um exame adjuvante importante nestes casos.

Um pequeno número de mulheres, cerca de 1% da população, tem altíssimo risco (60 a 80% de chance desenvolver câncer de mama durante a vida) por causa de uma mutação genética herdada de um dos pais.

Mulheres com história familiar importante de câncer de mama ou de ovário podem ter este gene e o aconselhamento genético irá ajudar. Estas mulheres têm indicação de realizar ressonância magnética para rastreamento, além da mamografia.

Moral da história, câncer de mama é uma doença comum e muitas de nós temos vários pequenos fatores de risco que podem nos tornar mais suscetíveis. Entretanto, 75% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não tem nenhum risco específico passível de ser identificado.

A mamografia, convencional (de preferência digital) ou tridimensional (tomossíntese), é a nossa maior defesa na luta para reduzir o risco de morrer desta doença, porque é capaz de fazer um diagnóstico precoce e possibilita um tratamento mais efetivo e menos prejudicial.

Faça seu exame uma vez por ano a partir dos 40 anos e compartilhe esta informação.

Ajude a salvar vidas e a colorir o mundo de rosa!


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