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Blog Mulher&Saúde

A sexualidade da mulher com câncer de mama - Juliana Lang Lima

Trazemos para você no nosso blog artigo exclusivo da psicanalista Juliana Lang Lima sobre a sexualidade e o amor próprio da mulher com câncer de mama. Leia e compartilhe, informação também é saúde!

“Esse é um assunto bastante relevante e que, às vezes, fica um pouco de lado devido à urgência em exames e procedimentos, questões que devem ser resolvidas rapidamente. Mas, depois, essa parte mais subjetiva acaba também pedindo passagem.

Pesquisas indicam que cerca de metade das mulheres com câncer de mama têm alguma redução na sua vida sexual, têm prejuízos na sua sexualidade, porque estão fortemente impactadas na sua vivência do câncer de mama.

Especialmente por terem a autoestima muito reduzida. É um período de muitas perdas, de muitas modificações e transformações, até cito uma comparação com o período de gravidez e pós parto, que também são períodos de muitas mudanças. Contudo, é um período em que se está gerando algo novo, de vida. E o câncer é um período de muitas incertezas.

Então é comum que as mulheres não se sintam bonitas, atraentes, desejáveis. Claro que isso vai impactar muito na relação consigo, com o próprio corpo e com o outro, com o parceiro ou parceira. Nesse sentido, acho interessante citarmos alguns exemplos positivos.

Recentemente, tivemos a apresentadora Alice Bastos Neves, que já vinha falando sobre seu caso nas redes sociais, e é um marco muito importante quando ela vai para a TV e apresenta um programa sem a peruca.

É quando ela realmente mostra essa nova mulher, que não vai ser a mesma de antes, que passou por transformações profundas, que está passando por vivencias difíceis e pesadas, mas é uma mulher que conserva sua beleza e principalmente, a sua vivacidade.

Acho que esse é o recado que ela nos deixa e talvez possa ser uma inspiração. Claro que cada uma vai viver isso do seu jeito, a seu modo, e os impactos são muito singulares e individuais, mas poder olhar para esse exemplo também é uma forma de tentar passar por isso, preservando o desejo de estar de estar viva, de ser olhada e amada”.


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